Por que a taça da Copa do Mundo não é mais a mesma?
Não é a mesma? Descubra por que a taça da Copa do Mundo não possui o mesmo design de suas primeiras edições

Nesta semana, acontecerá o início da Copa do Mundo FIFA 2026, o maior e mais importante campeonato mundial de futebol. Realizada pela primeira vez em três países, Estados Unidos, Canadá e México, essa já está sendo considerada a maior edição da história da competição, contando com a participação de 48 seleções, com 104 partidas disputadas ao longo de quase dois meses.
O primeiro jogo está marcado para acontecer na próxima quinta-feira, 11, entre as seleções do México e África do Sul, enquanto a tão esperada final será realizada apenas em 19 de julho, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde a equipe vencedora poderá levantar a almejada taça feita com 18k de ouro maciço que pesa 6,175kg.
No entanto, se você já viu fotos de edições mais antigas da Copa do Mundo — que é realizada desde 1930 —, deve ter percebido que a taça que conhecemos hoje não é a mesma levantada por grandes seleções nas primeiras competições.
Por que a taça da Copa do Mundo mudou?
A primeira taça da Copa do Mundo era chamada de Jules Rimet, uma homenagem ao terceiro presidente da FIFA e um dos criadores da maior competição do futebol mundial. Foi Jules que, em 1928, encomendou a criação do troféu ao escultor francês Abel Lafleur, que desenvolveu a estatueta com 35 centímetros de altura e 3,8 kg, fazendo uma referência em seu design à Nike, deusa grega da vitória.
Por este motivo, nas primeiras edições, a taça era conhecida como “Deusa da vitória”. Ela só foi batizada oficialmente com o nome de Jules Rimet em 1946, quando um Congresso da FIFA realizado em Luxemburgo decidiu nomeá-la em homenagem ao líder francês que havia recém assumido como presidente da instituição.

Curiosamente, antes da primeira edição da Copa do Mundo, Rimet realizou uma promessa interessante: a seleção que se tornasse tricampeã mundial pela primeira vez teria a oportunidade de levar a taça de forma definitiva para casa. Na época, os organizadores imaginaram que, como se trata de um evento realizado de quatro em quatro anos, demorariam muitos anos para que alguém se tornasse campeão por três vezes.
Em 1970, apenas 40 anos após a primeira edição, o Brasil foi o responsável por se tornar o primeiro tricampeão do mundo e trouxe a tão sonhada Jules Rimet original para o território brasileiro. Infelizmente, hoje em dia, o paradeiro do prêmio é um mistério, visto que, no ano de 1983, a taça foi roubada no prédio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro, e nunca mais foi encontrada, restando apenas réplicas. Rumores apontam que o item teria sido derretido e, por isso, ninguém nunca conseguiu localizá-la.
Com a Jules Rimet entregue aos brasileiros, a FIFA precisou criar uma nova estatueta para a Copa do Mundo. Foi assim que, em 1971, o escultor italiano Silvio Gazzaniga venceu o concurso promovido pela instituição para a escolha do novo troféu.
O design da nova taça conta com dois jogadores erguendo o planeta Terra, simbolizando a alegria da vitória. O item mede 36,8 cm de altura e 13 cm de diâmetro na base, contendo duas faixas verdes de malaquita na parte inferior e sendo feito inteiramente de ouro maciço 18k, pesando exatos 6,175 kg. Além disso, todos os países campeões desde 1974 têm seu nome gravado na parte inferior da base.

Até o ano de 2006, o costume era de que o país campeão da Copa do Mundo permanecesse com o troféu original até a próxima edição, quando voltava para a FIFA antes de ser entregue ao novo vencedor. Hoje em dia, segundo informações repercutidas pelo GE, a taça oficial só é utilizada na cerimônia de premiação, e a seleção vitoriosa volta para casa com uma réplica autorizada entregue pela própria instituição.
Fora do período de Copa, a estatueta permanece sob um rígido sistema de segurança no Museu Mundial do Futebol da FIFA, em Zurique, na Suíça, e só é removida do local em raras situações, como sorteios de competições, a Turnê do Troféu ao redor do mundo antes de uma nova edição, e o próprio dia da final.
Além disso, a taça, considerada como uma das maiores relíquias do futebol, também conta com uma outra regra seguida à risca: apenas pessoas limitadas podem encostar nela. Segundo a FIFA, as únicas pessoas autorizadas a encostar na taça são campeões mundiais (incluindo jogadores e comissão técnica), chefes de Estado e dirigentes credenciados.