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Copa do Mundo: A curiosa origem do uniforme azul da seleção brasileira

Para entrar no clima da Copa do Mundo, conheça a curiosa origem por trás do amado uniforme azul da seleção brasileira de futebol

Brasil em amistoso contra o Egito
Copa do Mundo: A curiosa origem do uniforme azul da seleção brasileira - Kirk Irwin/Getty Images

Quando falamos na seleção brasileira de futebol, logo pensamos no famoso uniforme amarelo característico, apelidado carinhosamente de “amarelinha” ou “canarinho”, reconhecido mundialmente por ser o vencedor de cinco Copas do Mundo, sendo o time mais vezes campeão na história da principal competição do esporte.

Porém, assim como ditam as regras, o Brasil também conta com outras cores de uniformes reservas, utilizados sempre que necessário para poder se diferenciar do adversário em campo. Antes da “amarelinha” se tornar a camisa oficial, o branco era a cor predominante da nossa seleção de 1914 até 1950. Além disso, desde 1958, a azul se tornou a camisa secundária do nosso país.

Seleção brasileira com o uniforme azul - Catherine Ivill/Getty Images
Seleção brasileira com o uniforme azul – Catherine Ivill/Getty Images

No entanto, a história por trás do uniforme de coloração azulada é mais curiosa do que muitos imaginam — e possui ligação com a padroeira do Brasil, a santa católica Nossa Senhora Aparecida.

A origem do uniforme azul do Brasil

Tudo aconteceu na final da Copa do Mundo de 1958, quando a seleção brasileira enfrentaria a Suécia, anfitriã daquela edição, que também tinha como cor principal de seu uniforme o amarelo. Para resolver a situação, a FIFA realizou um sorteio para decidir quem poderia manter o traje tradicional, com os suecos saindo como vitoriosos.

A escolha logo causou uma enorme preocupação na equipe brasileira, visto que a única opção seria jogar com o uniforme secundário da cor branca, considerado como “amaldiçoado” depois da trágica e dolorosa derrota contra o Uruguai na final da Copa de 1950, popularmente conhecida como “Maracanaço”.

Apesar de os jogadores e da comissão técnica já terem aceitado o destino da camisa branca, Paulo Machado de Carvalho, então chefe da delegação do Brasil, teve a ideia que afastaria de vez a superstição. Enquanto rezava, Paulo olhou para a imagem de Nossa Senhora Aparecida e se inspirou na cor do manto da santa para o novo uniforme da seleção.

Seleção brasileira durante a final da Copa do Mundo de 1958 - UPI/Bettmann Archive/Getty Images
Seleção brasileira durante a final da Copa do Mundo de 1958 – UPI/Bettmann Archive/Getty Images

A ideia, no entanto, surgiu às vésperas da decisão e tudo precisou ser feito às pressas. A delegação rodou as ruas de Estocolmo em busca de camisetas azuis para os atletas, com o massagista Mário Américo e o médico Francisco Alves sendo os responsáveis por costurar e bordar o escudo da CDB (atual CBF) em todos os 22 novos fardamentos.

A ideia — e “bênção” da padroeira — deu certo. O Brasil venceu a Suécia por 5 a 2, com gols de Zagallo, Vavá e Pelé, e levantou pela primeira vez a taça da Copa do Mundo.

Daniela Bazi é jornalista graduada pela UNINOVE, e bruxa formada na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Amante de animações, filmes e séries, também é fã de divas pop, entusiasta da Disney e k-popper nas horas vagas.