Infelizmente, o nosso planeta sofre com objetos abandonados no espaço
Maria Carolina Cristianini Publicado em 20/09/2020, às 19h58 - Atualizado às 19h58
Lixo espacial é o conjunto de objetos que foram criados pelos seres humanos e que foram abandonados no espaço, se acumulando ao redor da Terra.
São objetos que já tiveram uma função, mas hoje não funcionam mais, como satélites que já foram usados para transmitir imagens da Terra e sinais para TV, telefones e GPS, restos de naves e sondas espaciais e até objeto como uma luva, perdida pelo astronauta norte-americano Ed White, em 1965.
Atualmente, estima-se que existem cerca de 19.000 objetos grandes, que podem ser observados e distinguidos de naves e mísseis, por exemplo. No entanto, a NASA (agência espacial americana), acompanha o trajeto de cerca de 500 mil deles, que têm mais de um centímetro de comprimento.
A maioria desses objetos está a até 2.000 quilômetros de altura a partir da superfície terrestre - o equivalente à distância entre as cidades de São Paulo e Salvador.
É muito importante ficar de olho na trajetória desses objetos, que viajam a uma alta velocidade - cerca de mil vezes mais rápido do que um carro andando devagar. Eles podem se chocar contra satélites e naves em funcionamento e danificá-los.
O choque entre objetos também pode fazer com que um deles caia em nosso planeta. Nesse caso, normalmente o lixo pega fogo ao entrar em contato com ar da atmosfera terrestre e se desintegra. Mas, se o objeto for grande e resistir, pode atingir qualquer ponto do planeta.
Para acabar com o problema, cientistas de vários países estão pesquisando formas de fazer uma faxina espacial. A empresa Astroscale Holdings está desenvolvendo um satélite que removerá os detritos orbitais.
De Nicolau Copérnico a Stephen Hawking: 7 grandes mestres da astronomia
Mistérios Lunares: Tudo o que você precisa saber sobre a lua
Você sabe qual é o planeta mais quente do Universo?
10 fatos curiosos sobre a Lua
Mitos e verdades sobre a Lua, o satélite natural da Terra
Conheça a história de Valentina Tereshkova, a primeira mulher a ir para o espaço