Casa do Rei Louco? Conheça a construção real que inspirou o castelo de ‘A Bela Adormecida’
Conheça a história por trás do castelo da vida real que inspirou o castelo da princesa Aurora de 'A Bela Adormecida'

Os castelos das princesas da Disney são um dos maiores símbolos das famosas personagens criadas pelo estúdio de animação. Alguns deles, inclusive, conseguiram ultrapassar os limites das telas e ganharam representações reais nos parques da empresa ao redor do mundo, como o da Cinderela no Walt Disney World (Orlando) e na Tokyo Disneyland, e o de Aurora na Disneyland Califórnia e Disneyland Paris.
No entanto, curiosamente, você sabia que, além do castelo da princesa Aurora, de “A Bela Adormecida”, ter sido recriado nos parques da Disney, ele também existe na vida real e pertenceu a um monarca conhecido como “Rei Louco”? A RECREIO te explica!
O castelo real de ‘A Bela Adormecida’
Acontece que o castelo que vemos na animação “A Bela Adormecida”, de 1959, foi inspirado em uma construção real, o Castelo de Neuschwanstein, localizado no sudoeste da Baviera, na Alemanha.

Construída na segunda metade do século 19, a residência foi um ambicioso projeto de Luís II da Baviera, conhecido popularmente como o “Rei Louco”, principalmente por possuir uma personalidade romântica e sonhadora, e preferir viver em um “mundo de fantasia”, gastando fortunas construindo castelos, em vez de governar o seu país.
O Castelo de Neuschwanstein começou a ganhar forma em 1869, com o projeto sendo desenhado por um cenógrafo teatral que, a pedido do rei, projetou uma construção que fosse mais estética do que funcional.
Apesar de contar com uma estética medieval, o castelo foi erguido utilizando todas as tecnologias modernas da época, contando com calefação central de ar quente, engenhos a vapor e elétricos, ventilação moderna e mais. Ao todo, a fortaleza conta com 200 cômodos, com destaque para a Sala do Trono, que conta com um candeeiro com pedras preciosas incrustadas e todos os 12 apóstolos pintados na parede ao redor do pedestal do trono (que nunca foi finalizado), acompanhados de Jesus atrás do pedestal.

No ano de finalização do castelo, em 1886, o governo da Baviera estava desesperado com as dívidas do rei e com o seu total desinteresse pela política e, para tirá-lo do poder de forma legal, os ministros contrataram médicos que o declararam mentalmente incapaz (insano). Hoje em dia, conforme explicado pelo National Geographic, a credibilidade dessas declarações é considerada duvidosa pelos historiadores, visto que os doutores nunca realizaram um exame pessoal no governante.
Após ser oficialmente declarado como “insano”, Luís II foi mantido sob custódia e retirado do poder por ser considerado inapto a governar o reino, passando a coroa para o seu tio, o príncipe Leopoldo. O ex-rei então foi transferido para o Castelo de Berg, em Luxemburgo, sob vigilância estrita, onde passou seus últimos dias.

Lá, em 13 de junho de 1886, Luís II morreu sob circunstâncias misteriosas. Naquele dia, ele havia ido passear pelos jardins ao redor do lago Starnberg, acompanhado de seu médico, o psiquiatra Bernhard von Gudden, mas nunca mais retornaram ao castelo.
Horas mais tarde, durante a missão de busca iniciada pelos guardas, os dois foram encontrados mortos flutuando no lago. A versão oficial defende que o rei teria matado o médico e tirado a própria vida após um ataque de loucura. Contudo, a autópsia do monarca nega a teoria de afogamento, visto que não foram encontrados vestígios de água em seus pulmões.
Desde então, inúmeras teorias e boatos tentam justificar até hoje a verdadeira causa da morte de Luís II da Baviera. Apesar de o historiador Peter Glowasz ter proposto uma nova autópsia no cadáver do governante, os atuais membros da família Wittelsbach negaram a proposta, impossibilitando a reabertura do caso.