Guia mitológico: 4 artefatos e itens históricos que vão salvar (ou destruir) Percy Jackson na 2ª temporada
Entenda o contexto e as lendas por trás do Velocino de Ouro, das Bigas e de outros objetos cruciais em "O Mar de Monstros"

A série “Percy Jackson e os Olimpianos” retorna ao Disney+ adaptando o segundo volume da saga de Rick Riordan, intitulado “O Mar de Monstros”. A nova temporada mergulhará ainda mais fundo na mitologia grega, apresentando artefatos e elementos históricos essenciais para a trama.
Neste novo capítulo, Percy Jackson precisa urgentemente encontrar o Velocino de Ouro, a única esperança para curar a árvore mágica de Thalia e evitar que o Acampamento Meio-Sangue seja invadido por monstros. Essa busca levará o herói e seus amigos, Grover e Annabeth, por uma perigosa viagem pelo Mar de Monstros, onde artefatos e ferramentas lendárias serão cruciais para a sobrevivência.
Confira 4 itens notáveis da mitologia e da história que ganharão destaque na segunda temporada da série.
1. O Velocino de Ouro: A cura lendária
O Velocino de Ouro (ou Velo de Ouro) é o foco central de toda a segunda temporada, sendo o elemento de cura e prosperidade que move a trama. Ele é a pele lendária de um carneiro alado, Crisômalo, que era dotada de poderes mágicos.
O mito de Jasão e os Argonautas
A lenda mais famosa associada ao Velocino é a de Jasão, um dos grandes heróis da antiguidade. Jasão foi desafiado por seu tio, o rei Pélias, a recuperar o objeto da longínqua Cólquida.
Para cumprir a missão tida como impossível, Jasão reuniu a tripulação mais notável da Grécia – os Argonautas – e navegou no navio Argo. A história de Jasão e os Argonautas é um dos ciclos narrativos mais importantes da mitologia grega, anterior até mesmo à Guerra de Troia, e serve de espinha dorsal para a aventura de Percy Jackson. Na série, o Velocino não apenas cura a árvore de Thalia, mas também tem potencial de ressurreição ou reversão de maldições, sendo um item de poder inigualável.
2. Corridas de Bigas: A história dos Jogos Antigos
Embora seja uma atividade, e não um artefato, a Biga é um elemento histórico da Grécia e de Roma Antiga que será revivido com grande pompa no Acampamento Meio-Sangue.

As Bigas eram carroças leves de duas rodas puxadas por cavalos, utilizadas tanto para fins militares quanto, principalmente, para o entretenimento. As corridas de bigas eram o espetáculo mais popular da antiguidade, comparável em febre popular aos jogos de futebol atuais.
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Olimpíadas Antigas: As corridas de bigas, ou Téthrippon, faziam parte dos antigos Jogos Olímpicos desde 680 a.C.
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Velocidade e Perigo: As corridas eram incrivelmente perigosas, com alta taxa de acidentes para os competidores (os cocheiros), mas o prêmio, a glória, era imenso.
A inclusão da corrida de bigas na segunda temporada servirá para aumentar a rivalidade entre as cabines do acampamento e testar a habilidade dos semideuses em um contexto histórico.
3. A Flauta de Pã: O chamado da natureza
A Flauta de Pã, ou Siringe, é o instrumento musical que estará nas mãos de Grover, o sátiro e melhor amigo de Percy. Este instrumento é um conjunto de tubos de junco de comprimentos variados, amarrados juntos.

O Mito de Pã e Siringe
O nome do instrumento está ligado à lenda do deus Pã, o deus grego dos rebanhos e dos pastores. A lenda conta que Pã se apaixonou pela ninfa Siringe. Para escapar dele, ela se transformou em juncos. Pã, então, cortou os juncos e os uniu, criando o instrumento que carregava o nome da ninfa e eternizando seu lamento musical.
Na saga, a flauta de Pã confere poderes mágicos aos sátiros, como manipular plantas e animais. Além de ser um artefato mitológico, a flauta de Pã é um instrumento real, que se espalhou pelo mundo e deu origem a flautas populares na América do Sul, como o Siku ou a Zampoña (flautas andinas).
4. A Garrafa Térmica dos Quatro Ventos: Uma homenagem à Odisseia
Este é um dos artefatos menos conhecidos, mas que tem uma profunda conexão com o épico de Homero, a Odisseia. Na série, a garrafa térmica é um presente de Hermes para Percy, contendo ventos dos quatro pontos cardeais.
O presente de Éolo
O conceito vem do mito de Éolo, o guardião (ou deus) dos ventos. Éolo presenteia Odisseu com um saco de couro contendo todos os ventos, exceto o vento Oeste, para garantir que ele e sua tripulação naveguem diretamente para casa.
No entanto, a ganância da tripulação de Odisseu faz com que eles abram o saco, liberando uma tempestade que os leva de volta para a ilha de Éolo. O objeto, portanto, é um símbolo de ajuda divina e da fragilidade humana, sendo um recurso poderosíssimo, mas arriscado, para a navegação no Mar de Monstros.