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Entretenimento / Up: Altas Aventuras

‘Up: Altas Aventuras’ do mundo real? Descubra as histórias que fazem a vida se parecer com a ficção

Conheça as histórias reais que se parecem com as aventuras de Carl Fredricksen em 'Up: Altas Aventuras'

por Izabela Queiroz

Publicado em 07/03/2023, às 14h54 - Atualizado em 29/05/2024, às 16h26

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'Up: Altas Aventuras’ - Divulgação/ Pixar
'Up: Altas Aventuras’ - Divulgação/ Pixar

Há exatos 15 anos, ou seja, em 29 de maio de 2009, a Pixar lançava a sua décima animação: ‘Up: Altas Aventuras’, obra que foi dirigida por Pete Docter para narrar as aventuras de Carl Fredricksen, um senhorzinho vendedor de balões que após observar sua antiga vizinhança ganhar novos ares, sentiu a pressão de ter que decidir se irá ou não vender para uma grande empreiteira a casa em que viveu décadas felizes com sua falecida esposa, Ellie. 

Após pensar, Carl resolve não ceder a sua residência, e para não perder seu lar, prende dezenas de balões ao redor de sua casa, embarcando em uma viagem pelos ares, ao lado de Russel, um jovem escoteiro e seu cachorrinho, Dug, em busca da realização de um sonho que compartilhou a vida inteira com Ellie: morar em Paradise Falls, um belo lugar localizado nas montanhas da Venezuela.

Ainda que o enredo do filme pareça estar longe da realidade, existem duas histórias que fazem a vida se parecer com a ficção, e vice-versa, onde um drama com grandes corporações realmente ocorreu, e uma casa voadora pôde ser verdadeiramente observada no céu. 

Uma casinha antiga em meio a uma selva de concreto

Com uma dúvida semelhante a de Carl, Edith Macefield, uma senhora de 82 anos também teve que decidir se vendia seu lar, esse em que ela viveu desde a infância em Ballard, Seattle, visto que as casas ao seu redor estavam todas sendo transformadas em grandes prédios durante o ano de 2006.

Mas, assim como o personagem, Macefield não cedeu a pressão, mesmo que a oferta pela sua casa tenha chegado ao montante de um milhão de dólares, fazendo com que a construtora tivesse que continuar as obras, isolando a casa da idosa em meio às grandes construções de concreto. Veja!

Vale mencionar que, de acordo com informações do Aventuras na História, Edith acabou sendo vítima de câncer no pâncreas e morreu no ano de 2008 aos 87 anos, fazendo com que sua casa passasse por diversos proprietários desde então, chegando ser inclusa em um leilão de execução hipotecária em 2015, arriscando ser demolida no mesmo ano, visto que foi levantado um fundo de financiamento coletivo para evitar a destruição da casa, que não atingiu o valor necessário, ainda que a casa permaneça de pé até hoje, segundo o Good Things Guy.

Curiosidade: No ano de lançamento de ‘Up: Altas Aventuras’, a casa que pertenceu a Edith foi decorada com balões, como uma forma de promoção do filme, ainda que, de acordo com o Adoro Cinema, a animação tenha sido escrita em 2004, anos antes do drama imobiliário da senhorinha.

É um passáro? É um avião? Não, é apenas uma casinha

Luigi Cani up altas aventuras
Crédito: Reprodução/ Youtube/Canal OFF

Avançando um pouco no tempo, e no território das histórias, aqui no Brasil, no ano de 2018, o atleta paraquedista brasileiro Luigi Cani, provou que é possível fazer uma casa viajar pelos céus apenas com o auxílio de balões — e uma equipe que ao todo somou 66 pessoas.

O experimento ocorreu em 22 de outubro na cidade de São Pedro, interior de São Paulo, onde, Cani, com a ajuda de técnicos, produtores, profissionais de diversas áreas e voluntários, voou em uma réplica da casa de Carl Friedericksen que foi construída por Gilsom Figueiredo, um profissional de efeitos especiais em TV e cinema que também providenciou os quase mil balões de látex resistente preenchidos por 42 cilindros de gás hélio.

Os balões que elevaram a casinha podiam levantar do chão 339 gramas de peso cada um, assim a quantidade mencionada acima foi o suficiente para fazer a casinha ser vista flutuar na imensidão azul, já que com o peso de Cani e do paraquedas, ela pesava 210 kg, conforme especifica a revista GQ.

Para realizar este projeto tínhamos dois desafios: ter equipamentos adequados para a engenharia exigida e ter condições meteorológicas adequadas, tivemos tudo isso. As condições de tempo foram excepcionais, na noite de lua cheia, céu limpo, zero de vento, visibilidade total e conseguimos pousar os balões e a casinha no aeroporto de São Pedro como planejamos” relatou Feodor Nenov, piloto de avião que ajudou Cani, à revista GQ.