Toy Story 5: LilyPad é a vilã do filme? Produtora explica
Descubra qual é o papel de LilyPad em "Toy Story 5", novo filme da Disney e Pixar que está em cartaz nos cinemas

Nos cinemas, “Toy Story 5” aborda um assunto inédito na franquia: o uso de telas na infância. Para isso, a trama apresenta Lilypad, um tablet em formato de sapo, que, em meio a um mundo cada vez mais conectado, conquista a atenção de Bonnie com seus recursos diversos que prometem diversão fácil por meio de chats e jogos online.
Acontece que, na trama, Bonnie enfrenta dificuldade em fazer amigos ao observar que as crianças da sua idade estão cada vez mais distantes das brincadeiras tradicionais. Com isso, Lilypad acaba se tornando uma pedra no sapato de Jessie, Woody e Buzz quando eles estabelecem a missão de fazer com que a garota conquiste novas amizades por meio dos amigos de pano e plástico.
Isso porque LilyPad vê as aventuras que são criadas por meio da imaginação como ultrapassadas e usa seus recursos tecnológicos e suas próprias estratégias para ajudar Bonnie a se conectar com os amigos.
“Completamente indiferente ao fato de sua presença estar incomodando Jessie e os outros brinquedos, Lilypad está sempre vários passos à frente dos brinquedos tradicionais e tem sua própria solução para ajudar Bonnie a se conectar com os amigos: conversar com eles no “Lago””, explica a descrição oficial da personagem pela Pixar.
Apesar disso, Lilypad é realmente uma vilã? A resposta foi concedida pela produtora do longa, Lindsey Collins, em entrevista recente.
De que lado está Lilypad?

A verdade é que Lilypad não se junta à categoria que define Lotso e Pete Fedido. Na verdade, ela é uma figura antagônica, ou seja, o principal obstáculo na jornada dos brinquedos e a responsável por gerar tensão e impulsionar o desenvolvimento da história, mas as decisões que toma não são baseadas em motivações egoístas ou maldosas.
“Eu sinto que, inicialmente, ela funciona mais como uma antagonista do que como uma vilã de fato. A nossa intenção era mostrar, ao longo do filme, algumas falhas na forma como ela pensa e na sua personalidade, falhas que ela própria começa a perceber. Afinal, qualquer pessoa que siga uma filosofia tão rígida acaba, em algum momento, vendo essa visão de mundo ser questionada e desgastada”, explica Lindsey Collins à revistas Crescer.
A comprovação surge ao longo da trama, quando Lilypad, que é totalmente guiada por dados, percebe que as suas táticas não são as melhores e acaba embarcando em uma jornada própria para redefinir seus conceitos. Assim, a conclusão é que, ainda que Lilypad e Jessie pareçam estar em lados opostos, elas estiveram sempre caminhando juntas pelo mesmo propósito: ajudar Bonnie.
Com a inserção dessa reflexão sobre a Lilypad, Disney e Pixar trazem mais complexidade à história e reforçam a mensagem de que a tecnologia não é a vilã da infância atual. Na verdade, a lição que fica é que o lúdico e o tecnológico podem coexistir de maneira divertida, caso seja encontrado o equilíbrio necessário.
Vale lembrar que “Toy Story 5” tem direção de Andrew Stanton e foi lançado em 18 de junho nos cinemas. O filme segue em cartaz.