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Robert Pattinson revela luta para se desvincular da imagem de Edward, de ‘Crepúsculo’

Em recente entrevista, Robert Pattinson desabafou sobre como precisou se esforçar para desconstruir a imagem de ídolo adolescente criada em 'Crepúsculo'

Robert Pattinson como Edward Cullen em 'Crepúsculo'
Robert Pattinson como Edward Cullen em 'Crepúsculo' - Reprodução/Paris Filmes

Já se passaram mais de dez anos desde que a saga “Crepúsculo” encerrou sua jornada nos cinemas, mas para Robert Pattinson, a sombra de Edward Cullen ainda é uma companheira constante. Em uma recente e reveladora entrevista à Interview Magazine, o ator comentou abertamente sobre o esforço consciente que precisou fazer para desconstruir a imagem de ídolo adolescente e como a fama repentina quase engoliu sua identidade pessoal.

Pattinson, que hoje é aclamado por papéis em filmes densos como “O Farol” e o blockbuster “Batman”, relembrou que o fenômeno “Crepúsculo” trouxe uma pressão de marketing tão esmagadora que ele sentiu a necessidade de lutar por sua individualidade.

“Eu realmente gostei de fazer os filmes, mas houve um impulso de marketing tão grande por trás disso também. Eu não queria que minha identidade pessoal ficasse presa a isso, então tentei impulsionar um pouco minha individualidade, e isso meio que ficou comigo”, afirmou o ator à publicação internacional.

Para o público que acompanhou a febre dos vampiros entre 2008 e 2012, Pattinson era a personificação de Edward. No entanto, o ator revela que essa confusão entre criador e criatura foi um dos maiores obstáculos em sua trajetória.

Segundo ele, as pessoas acreditavam que ele era exatamente como o personagem no início da carreira. Curiosamente, Robert admite que não era apegado a essa imagem pública justamente porque ela não representava quem ele era de verdade.

Essa distância entre o que o mundo via e quem ele realmente é permitiu que o ator explorasse o que ele chama de “percepção pública” como uma ferramenta de atuação. Ele explicou que usa as expectativas do público para tornar suas performances mais dramáticas ou surpreendentes, subvertendo o que se espera de um ex-galã de franquias teen.

A trajetória de Robert Pattinson após a saga escrita por Stephenie Meyer é um estudo de caso sobre reinvenção. Em vez de buscar novos blockbusters imediatos, ele mergulhou no cinema independente, trabalhando com diretores renomados como David Cronenberg em “Cosmópolis” e os irmãos Safdie em “Bom Comportamento”.

Atualmente, Pattinson vive um momento de consagração. Além de ser o rosto do herói de Gotham City em “Batman”, com sequência confirmada para 2027, ele também estrelou “Mickey 17”, filme do diretor sul-coreano Bong Joon-ho (vencedor do Oscar por “Parasita”). Na trama de ficção científica, ele interpreta um “voluntário descartável” que morre e é clonado repetidamente, um papel que promete consolidar ainda mais sua versatilidade e senso de humor peculiar.

Daniela Bazi é jornalista graduada pela UNINOVE, e bruxa formada na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Amante de animações, filmes e séries, também é fã de divas pop, entusiasta da Disney e k-popper nas horas vagas.