BTS na Netflix: Diretor de novo documentário revela o que mais o chocou nos bastidores

Bao Nguyen, responsável por “BTS: O Reencontro”, abre o jogo sobre a personalidade dos integrantes e a ética de trabalho que sustenta o fenômeno global

Integrantes do BTS durante o documentário 'BTS: O Reencontro' - Divulgação/Netflix
Integrantes do BTS durante o documentário 'BTS: O Reencontro' - Divulgação/Netflix

O lançamento de “BTS: O Reencontro” na Netflix trouxe uma nova perspectiva sobre a trajetória do maior grupo de K-pop do planeta. No comando da produção, o premiado diretor Bao Nguyen teve a missão de documentar momentos cruciais do dia a dia de RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook antes do esperado comeback.

No entanto, o que mais chamou a atenção do cineasta não foram os números astronômicos ou os estádios lotados, mas sim o comportamento dos artistas quando as luzes se apagam. Em declaração recente no Reddit, Nguyen detalhou como a experiência de conviver com o septeto mudou sua percepção sobre a indústria da música coreana.

A surpreendente ética de trabalho de Bao Nguyen

Trabalhar com ícones globais geralmente envolve protocolos rígidos, mas o diretor Bao Nguyen encontrou um cenário de extrema dedicação e profissionalismo. Ao analisar o comportamento dos membros durante as gravações, o cineasta destacou que a fama não diminuiu o ímpeto dos rapazes em buscar a evolução constante, e que a relação entre os astros por trás das câmeras foi uma de suas maiores surpresas.

Na publicação, Bao Nguyen foi enfático ao descrever o que sentiu ao observar o grupo de perto. Segundo o diretor: “O que mais me surpreendeu foi o quanto eles são amorosos e genuinamente próximos uns dos outros”.

“Em uma vida passada, eu era fotógrafo de shows, então passei muito tempo ao redor de bandas. Algumas eram próximas, mas muitas pareciam mais colegas de trabalho do que irmãos. Havia competitividade, ciúmes ou uma luta silenciosa por atenção. Eu realmente não vi isso com o BTS”, continuou o cineasta.

Bao finalizou dizendo: “O que me impressionou foi o quanto eles se apoiam e o quão pouco parecem interessados em competir pelo protagonismo. Eles entendem que um membro pode ser mais adequado para um momento, e outro membro para algo diferente, e parece que eles realmente respeitam isso. Eu também acho que a gravadora e a administração ajudaram a criar um ambiente que apoiasse essa dinâmica. Pelo que eu testemunhei, havia uma verdadeira capacidade de olhar para o quadro maior. RM diz algo no filme sobre como é difícil ver a floresta quando você está preso cortando árvores, e eu acho que essa ideia realmente se aplica aqui.”.

O lado humano por trás do fenômeno global

O documentário da Netflix busca ir além das coreografias perfeitas e dos MVs cinematográficos. Bao Nguyen teve acesso a momentos de vulnerabilidade que mostram os integrantes como seres humanos reais, lidando com as pressões de uma carreira internacional sem precedentes. O diretor mencionou que a autenticidade dos membros foi um dos pilares para que o projeto “BTS: O Reencontro” ganhasse a profundidade necessária para emocionar o ARMY.

Durante as filmagens, ficou claro que a conexão entre os sete membros é o que permite que eles mantenham a sanidade em meio à rotina exaustiva. Nguyen observou que, mesmo nos bastidores mais tensos, o respeito mútuo e o apoio entre os integrantes prevalecem. Essa característica foi essencial para que o documentário capturasse a essência do grupo, mostrando que, antes de serem ídolos, eles são amigos que compartilham um propósito comum.

A trajetória de Bao Nguyen, que já dirigiu documentários premiados como “Be Water” sobre Bruce Lee, traz uma camada de autoridade para a produção da Netflix. O fato de um cineasta desse calibre se surpreender com a ética de trabalho do grupo valida ainda mais o esforço contínuo do BTS em se manter no topo das paradas mundiais.

A importância da visão externa na narrativa do K-pop

Muitas vezes, a visão que o público tem do K-pop é de algo extremamente controlado pelas empresas de entretenimento. No entanto, o relato de Bao Nguyen serve para quebrar esse estigma. Ao destacar a “fome de aprender” dos integrantes, ele coloca o protagonismo artístico de volta nas mãos dos membros do BTS.

O documentário “BTS: O Reencontro”, disponível na Netflix, se consolida como um registro histórico fundamental para entender como sete jovens da Coreia do Sul conseguiram transcender barreiras linguísticas e culturais. Com a direção sensível de Nguyen, os fãs podem compreender que o que veem no palco é apenas a ponta do iceberg de um processo criativo intenso e apaixonado.