Justiça coreana decide a favor de Min Hee Jin em caso de plágio do ILLIT contra o NewJeans
Em novo capítulo da disputa judicial de Min Hee Jin contra a HYBE, a corte coreana decide a favor da empresária nas acusações de plágio contra o NewJeans

A Justiça da Coreia do Sul deu um veredito histórico nesta quinta-feira, 12, favorecendo Min Hee Jin, criadora do NewJeans. O Tribunal Distrital Central de Seul ordenou que a gigante HYBE pague uma fortuna em indenização à ex-CEO da ADOR, validando pontos polêmicos de sua disputa, incluindo as denúncias de que o grupo ILLIT teria plagiado o conceito do NJZ.
A guerra jurídica entre Min Hee Jin e a HYBE, que começou em meados de 2024, parece ter chegado a um capítulo decisivo. O tribunal sul-coreano rejeitou o pedido do conglomerado para rescindir o acordo de acionistas com a produtora e determinou o pagamento de 25,5 bilhões de won (aproximadamente 100 milhões de reais) referentes à cláusula de put option (opção de venda de ações). Mas o que mais chamou a atenção dos fãs foi o posicionamento do juiz sobre o suposto plágio envolvendo o grupo ILLIT.
O tribunal reconheceu que as alegações de Min Hee Jin sobre as semelhanças entre o ILLIT e o NewJeans não foram feitas de má-fé. De acordo com a sentença, as críticas da produtora estavam dentro do escopo legítimo de suas funções como CEO para proteger a identidade criativa de seu grupo. O juiz Nam In Soo destacou que o ILLIT apresentou diversas similaridades visuais e de conceito com o NewJeans logo em sua estreia, o que justificava a preocupação levantada internamente por Min.
Um dos pontos centrais da briga era a acusação da HYBE de que Min Hee Jin estaria tentando “tomar o controle” da ADOR de forma ilegal. O tribunal, no entanto, discordou. Para os magistrados, embora ela tenha explorado formas de tornar a gravadora independente, tais planos eram condicionais ao consentimento da HYBE e nunca chegaram a ser atos concretos de má-fé ou quebra de confiança.
Sobre o caso do ILLIT, o tribunal afirmou que as reclamações de Min Hee Jin sobre a cópia de coreografias, conceitos visuais e métodos de promoção tinham fundamento. A decisão aponta que não houve violação de contrato por parte dela ao expor essas preocupações, pois zelar pela originalidade do NewJeans era parte de seu trabalho. A HYBE, por sua vez, já declarou que pretende recorrer da decisão, alegando que o tribunal não considerou todos os fatos apresentados.
Com a vitória no tribunal, Min Hee Jin garante não apenas uma compensação financeira milionária, mas também uma validação moral de sua narrativa. Atualmente atuando como CEO de sua nova gravadora, a Ooak Records, ela segue como uma figura central na carreira das integrantes do NewJeans, que enfrentam suas próprias batalhas contratuais com a HYBE.
O valor da indenização também contempla outros dois ex-diretores da ADOR que foram afastados junto com Min. Enquanto isso, o grupo ILLIT, agenciado pela Belift Lab (subsidiária da HYBE), continua sob os holofotes, mas agora com a sombra de uma decisão judicial que reconhece oficialmente as “semelhanças parciais” que geraram toda a confusão no ano passado.