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Decisão Polêmica: BAFTA rejeita “Guerreiras do K-Pop” por não ser “britânico o suficiente”

'Guerreiras do K-pop' é considerado inelegível pela premiação britânica de cinema; entenda o motivo da decisão que gerou polêmicas!

Guerreiras do K pop
Cena de 'Guerreiras do K-Pop' (2025) - Reprodução/Netflix

O popular filme de animação “Guerreiras do K-Pop”, conhecido internacionalmente pelo título original “K-Pop Demon Hunters”, sucesso de público na Netflix, foi declarado inelegível para concorrer ao BAFTA (Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão). A decisão, que chamou a atenção da mídia internacional, deve-se ao fato de a produção não cumprir os critérios de origem cultural do Reino Unido, sendo considerada pela Academia como insuficientemente “britânica”.

Dessa forma, a Academia Britânica impediu que uma das obras mais aclamadas pelo público em 2024 entrasse na corrida por um dos prêmios mais importantes do cinema global.

A Controvérsia sobre a Origem Cultural e a Produção Global

A inelegibilidade da animação reacendeu a discussão sobre a rigidez das regras do BAFTA diante de um mercado de produção cinematográfica cada vez mais globalizado. Afinal, “Guerreiras do K-Pop” é uma produção da Sony Animation e tem sua trama focada no fenômeno sul-coreano K-Pop, elementos que enfraquecem sua conexão com a identidade cultural do Reino Unido, sob a ótica da Academia.

Em outras palavras, a decisão do BAFTA de vetar o filme, apesar de seu impacto mundial e de sua presença no topo das listas de audiência da Netflix, reforça a preferência da entidade por obras com forte laço cultural com a nação. O filme, que acompanha o girl group HUNTR/X em suas missões de caça a demônios, conta com um elenco de voz diverso e uma trilha sonora que emplacou hits globais, como “Golden”. Portanto, sua exclusão da disputa de 2026, que será realizada em fevereiro, representa uma perda de visibilidade para uma produção que alcançou milhões de espectadores.

Contudo, o debate levado ao público é se as tradicionais premiações de cinema conseguirão acompanhar a dinâmica de produção e consumo atuais, em que barreiras geográficas e culturais se tornam cada vez menos definidas nas artes visuais.