De corpo congelado a instruções póstumas: 5 mentiras sobre Walt Disney
Confira a verdade por trás de 5 mentiras famosas já contadas sobre Walt Disney

Um dos nomes mais famosos da história é, sem dúvidas, Walt Disney. Fundador de um dos maiores impérios da indústria do entretenimento, seu nome é sempre relacionado à magia, à inovação e à criação de um universo que moldou a infância de gerações ao redor do mundo.
No entanto, por trás do sorriso do criador do Mickey Mouse e da aura mágica que envolve os seus parques temáticos, esconde-se uma das figuras mais cercadas por lendas urbanas, teorias da conspiração e fofocas históricas da cultura pop.
Desde a sua morte em 1966, uma série de narrativas bizarras e alegações controversas começaram a circular em torno da vida e, curiosamente, do próprio corpo do magnata da animação. Alimentados pelo mistério que Hollywood adora cultivar e pela velocidade das correntes da internet, esses mitos acabaram se misturando aos fatos históricos com tanta força que, hoje em dia, muitas pessoas os aceitam como verdades absolutas sobre o homem por trás da marca.
Pensando nisso, a RECREIO separou uma lista com 5 mentiras já contadas sobre Walt Disney e quais são as verdades por trás delas. Confira!
1. Criou o Mickey Mouse sozinho
Apesar de Walt Disney ser o homem que teve a ideia por trás do Mickey Mouse, o ratinho mais famoso do mundo não foi criado sozinho. Na verdade, o cineasta contou com a ajuda de sua esposa, Lilian Disney, e do desenhista e animador Ub Iwerks, seu parceiro de anos, que também havia sido seu companheiro no desenvolvimento de seu primeiro grande personagem antes de Mickey: Oswald, o Coelho Sortudo.
Após perderem os direitos do coelho, começaram a busca por um novo personagem. A ideia de Mickey Mouse surgiu durante uma viagem de trem de Walt para Hollywood e, inicialmente, foi pensado para ser chamado de Mortimer Mouse, mas, por uma sugestão de sua esposa, Lillian, ganhou o nome pelo qual é conhecido em todo o mundo.

Em segredo, Disney e Iwerks desenvolveram na garagem de Disney o curta que marcou uma das primeiras aparições do ratinho, “O Maluco do Avião” (Plane Crazy), com Ub desenhando sozinho todas as cenas do filme. Ao total, ele levou duas semanas para finalizar o projeto, chegando a dar vida a 700 desenhos por dia.
2. Ele deixou instruções para depois que morresse
Como Walt Disney era um homem obcecado pelo futuro, muitas pessoas acreditam que, antes de morrer, ele teria deixado orientações para que os executivos da Disney seguissem após sua partida. Porém, não existe qualquer tipo de evidência de que isso realmente tenha acontecido.
Vale lembrar que a morte de Walt aconteceu de forma relativamente repentina e inesperada, devido a um câncer de pulmão que foi diagnosticado apenas semanas antes. Com seu falecimento, seu irmão mais velho, Roy O. Disney adiou sua aposentadoria e deu continuidade ao trabalho do irmão nas obras do The Walt Disney World.

Apesar de não ter deixado nenhuma lista com orientações, a empresa ainda segue alguns pedidos feitos por Walt em vida. Segundo informações do portal ScreenRant, por exemplo, Disney teria pedido para que não criassem mais sequências para a história de Branca de Neve, por ser o “começo de tudo”. A solicitação segue sendo respeitada até hoje.
3. Apoio ao Eixo na 2ª Guerra Mundial
Diferente do que muitos possam acreditar, Walt Disney nunca apoiou o Eixo (Alemanha Nazista, Itália Fascista e Império do Japão) durante a 2ª Guerra Mundial. Na verdade, desde a 1ª Guerra, o sonho do artista era defender os Estados Unidos, porém, na época, ainda era muito novo para ingressar no exército.

Com a chegada da Segunda Grande Guerra, Walt já era um nome consolidado na indústria e, apesar de não servir às Forças Armadas, utilizou seu talento para ajudar na produção de filmes de treinamento militar, de propaganda e educação para o público americano e com mensagens antinazistas. Além disso, os desenhistas de sua empresa também foram responsáveis por desenvolver mais de mil insígnias usadas por divisões do exército americano.
4. Antissemitismo
Junto com a ideia de que Disney teria apoiado o Eixo na 2ª Guerra, muitas pessoas também passaram a disseminar a informação falsa de que o animador seria antissemita, ou seja, teria preconceito com pessoas judias — com esses boatos sendo repercutidos até os dias de hoje.
Conforme revelado pelo site oficial do The Walt Disney Museum, na verdade, a The Walt Disney Company contava com muitos colaboradores de ascendência judaica contratados diretamente por Walt Disney. No livro “Walt Disney: The Triumph of the American Imagination”, de Neal Gabler, o autor descreve que “Entre os judeus que trabalhavam [na Disney], era difícil encontrar algum que achasse que Walt era antissemita”.

Já em entrevista ao The Walt Disney Museum, o compositor Robert Sherman revelou: “Walt era sensível aos sentimentos das pessoas… Ele detestava ver pessoas sendo maltratadas ou discriminadas. Certa vez, Richard [Sherman, também compositor] e eu ouvimos uma conversa entre Walt e um de seus advogados. Esse advogado era um cara realmente ruim, não gostava de minorias. Ele disse algo sobre Richard e eu, e nos chamou de ‘esses garotos judeus que escrevem essas músicas’. Bem, Walt nos defendeu e demitiu o advogado. Walt foi incrivelmente bom para nós.”
5. Congelado na Disney?
Talvez uma das maiores e mais populares teorias da conspiração envolvendo Walt Disney seja a de que o lendário cineasta foi criogenicamente congelado após sua morte, com o intuito de voltar à vida até que a reanimação fosse possível, e que seu corpo estaria repousando na Disneyland, na Califórnia. Outras versões da teoria também apontam que apenas a cabeça congelada de Walt estaria no parque, porém, nenhuma das hipóteses é verdadeira.

Após sua morte súbita em 15 de dezembro de 1966, a família realizou um funeral privado, sem a presença da imprensa, e Walt Disney foi cremado e sepultado no Cemitério Forest Lawn Memorial Park, em Glendale, Califórnia.