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Entenda a recente polêmica envolvendo Mark Lee, ex-NCT

Entenda tudo o que aconteceu e os motivos por trás da recente polêmica envolvendo Mark Lee, ex-integrante do NCT

Mark Lee, ex-integrante do NCT
Entenda a recente polêmica envolvendo Mark Lee, ex-NCT - Reprodução/Instagram/onyourm__ark

No início desta semana, Mark Lee, ex-integrante do NCT, tornou-se alvo de uma enorme polêmica nas redes sociais após a publicação de uma foto nas redes sociais feita por sua nova empresa, a Upper Room, em que o artista surge utilizando uma camiseta com a bandeira confederada dos Estados Unidos.

O assunto, que repercutiu negativamente na internet em poucos minutos, fez com que a agência emitisse um comunicado pedindo perdão pela atitude, garantindo que o erro não irá acontecer novamente e destacando que tanto o idol quanto a empresa “rejeitam inequivocamente e não toleram o racismo, o ódio, a discriminação ou qualquer forma de intolerância”.

“A peça de roupa foi selecionada puramente como um item de vestuário vintage. No entanto, ao reconhecermos o significado histórico e a sensibilidade associados ao símbolo exibido na camiseta, tomamos medidas para garantir que ele não ficasse visível em nenhum conteúdo oficial. Apesar desses esforços, a imagem foi posteriormente compartilhada externamente, resultando na visibilidade do símbolo e causando uma preocupação compreensível entre os membros do público.
Independentemente da intenção, reconhecemos que este assunto deveria ter sido tratado com maior diligência e cuidado. Assumimos total responsabilidade por esta distração.
A Upper Room e o artista rejeitam inequivocamente e não toleram o racismo, o ódio, a discriminação ou qualquer forma de intolerância. Compreendemos a gravidade das preocupações que foram levantadas e lamentamos profundamente a aflição que este incidente causou”, escreveu a Upper Room em parte do comunicado.

Por que a peça com a bandeira causou polêmica?

Acontece que, até os dias de hoje, a bandeira confederada dos Estados Unidos, conhecida também como bandeira dos Estados Confederados da América, não é vista com bons olhos por boa parte da população, por, além de relembrar um período doloroso na história do país marcado por violência e opressão, também ter se tornado um grande símbolo ligado ao racismo e à maldade com o próximo.

A bandeira foi criada por William Porcher Miles em 1861 e foi utilizada para representar os Estados do Sul dos EUA (os Estados Confederados) durante o período da Guerra Civil. Naquela época, a região do Norte defendia a ideia de que todas as pessoas deveriam ser livres, enquanto a maioria dos sulistas era defensora da escravidão e apoiava a ideia de continuar forçando pessoas negras a trabalhar de graça, sem direitos, sem liberdade e sofrendo muitos maus-tratos.

Eventualmente, os Confederados perderam a guerra e a escravidão foi oficialmente abolida no país. Porém, com o passar dos anos, a bandeira confederada passou a ser adotada por grupos de ódio e segregação racial, como o Ku Klux Klan.

Conforme repercutido pela BBC, Bill Ferris, diretor do Centro de Estudos da Cultura Sulista da Universidade do Mississipi, nos Estados Unidos, afirma que, atualmente, a bandeira dos Estados Confederados pode ser comparada à suástica utilizada pelos nazistas.

Daniela Bazi é jornalista graduada pela UNINOVE, e bruxa formada na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Amante de animações, filmes e séries, também é fã de divas pop, entusiasta da Disney e k-popper nas horas vagas.