Copa do Mundo: A curiosa origem do uniforme azul da seleção brasileira
Para entrar no clima da Copa do Mundo, conheça a curiosa origem por trás do amado uniforme azul da seleção brasileira de futebol

Quando falamos na seleção brasileira de futebol, logo pensamos no famoso uniforme amarelo característico, apelidado carinhosamente de “amarelinha” ou “canarinho”, reconhecido mundialmente por ser o vencedor de cinco Copas do Mundo, sendo o time mais vezes campeão na história da principal competição do esporte.
Porém, assim como ditam as regras, o Brasil também conta com outras cores de uniformes reservas, utilizados sempre que necessário para poder se diferenciar do adversário em campo. Antes da “amarelinha” se tornar a camisa oficial, o branco era a cor predominante da nossa seleção de 1914 até 1950. Além disso, desde 1958, a azul se tornou a camisa secundária do nosso país.

No entanto, a história por trás do uniforme de coloração azulada é mais curiosa do que muitos imaginam — e possui ligação com a padroeira do Brasil, a santa católica Nossa Senhora Aparecida.
A origem do uniforme azul do Brasil
Tudo aconteceu na final da Copa do Mundo de 1958, quando a seleção brasileira enfrentaria a Suécia, anfitriã daquela edição, que também tinha como cor principal de seu uniforme o amarelo. Para resolver a situação, a FIFA realizou um sorteio para decidir quem poderia manter o traje tradicional, com os suecos saindo como vitoriosos.
A escolha logo causou uma enorme preocupação na equipe brasileira, visto que a única opção seria jogar com o uniforme secundário da cor branca, considerado como “amaldiçoado” depois da trágica e dolorosa derrota contra o Uruguai na final da Copa de 1950, popularmente conhecida como “Maracanaço”.
Apesar de os jogadores e da comissão técnica já terem aceitado o destino da camisa branca, Paulo Machado de Carvalho, então chefe da delegação do Brasil, teve a ideia que afastaria de vez a superstição. Enquanto rezava, Paulo olhou para a imagem de Nossa Senhora Aparecida e se inspirou na cor do manto da santa para o novo uniforme da seleção.

A ideia, no entanto, surgiu às vésperas da decisão e tudo precisou ser feito às pressas. A delegação rodou as ruas de Estocolmo em busca de camisetas azuis para os atletas, com o massagista Mário Américo e o médico Francisco Alves sendo os responsáveis por costurar e bordar o escudo da CDB (atual CBF) em todos os 22 novos fardamentos.
A ideia — e “bênção” da padroeira — deu certo. O Brasil venceu a Suécia por 5 a 2, com gols de Zagallo, Vavá e Pelé, e levantou pela primeira vez a taça da Copa do Mundo.