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Percy Jackson: Afinal, o que é um Velocino de Ouro?

Objeto importante na mitologia de “Percy Jackson e os Olimpianos”, a Recreio te conta o que é um Velocino de ouro; saiba tudo!

Percy Jackson
Imagem promocional da 2ª temporada de 'Percy Jackson e os Olimpianos' - Divulgação/Disney+

No universo de “Percy Jackson e os Olimpianos”, o Velocino de Ouro é introduzido no livro e na segunda temporada da série, “O Mar de Monstros”, como um artefato mágico de vital importância para a sobrevivência do Acampamento Meio-Sangue, pois possui poderosas propriedades curativas.

Percy Jackson, Annabeth Chase e Tyson (seu meio-irmão ciclope) embarcam em uma perigosa jornada através do Mar de Monstros — o temido Triângulo das Bermudas — para encontrar o Velocino na ilha do ciclope Polifemo, buscando trazê-lo de volta a tempo de salvar a árvore envenenada. Mas você sabe o que é um Velocino de Ouro? A Recreio te conta abaixo!

A origem do Velocino

O Velocino de Ouro é, na verdade, a lã dourada do carneiro alado Crisómalo. Sua história começa com intrigas e traições familiares. Crisómalo foi enviado pelo Deus Zeus (ou, em algumas versões, pelo deus Apolo, a pedido da ninfa Néfele, mãe dos jovens) para salvar duas crianças, os irmãos Frixo e Hele, que estavam prestes a ser sacrificados por ordem de sua madrasta malvada, Ino, no reino de Orcomenos.

O carneiro mágico voou pelos céus, levando os irmãos em suas costas. Durante a fuga, no entanto, Hele caiu no estreito que separa a Europa da Ásia, um local que mais tarde viria a ser chamado de Helesponto.

Frixo continuou a jornada com o carneiro até chegar à distante Cólquida (onde hoje fica a Geórgia), um reino nas margens do Mar Negro, governado pelo temido Rei Eetes. Em agradecimento aos deuses por sua salvação, Frixo sacrificou o carneiro e entregou sua pele dourada a Eetes, que a pendurou em um carvalho sagrado, dentro de um bosque dedicado ao deus da guerra, Ares. Para garantir que ninguém roubasse o tesouro, o rei colocou um guardião terrível: um dragão que nunca dormia.

O desafio de Jasão e a busca pelo trono

A importância do Velocino de Ouro não se restringe à sua origem, mas se multiplica em sua função como catalisador de uma das maiores aventuras gregas. O artefato se tornou a chave para o destino de Jasão, o príncipe de Iolco.

Jasão era o herdeiro legítimo do trono, usurpado por seu tio, Pélias. Temendo uma profecia que dizia que seria morto por um homem calçando apenas uma sandália (que era o caso de Jasão), Pélias impôs ao sobrinho uma missão que considerava impossível: ir até a longínqua Cólquida e retornar com o Velocino de Ouro. Pélias prometeu que, se o herói cumprisse a tarefa, o trono lhe seria devolvido.

Para essa missão épica, Jasão reuniu os maiores heróis da Grécia, como Hércules, Orfeu, Castor e Pólux, e juntos embarcaram no navio Argo, ganhando o nome de Argonautas.

O papel de Medeia e o resgate do tesouro

Quando os Argonautas finalmente chegaram à Cólquida, o Rei Eetes impôs a Jasão uma série de tarefas brutais e aparentemente invencíveis: Arar um campo usando touros que cuspiam fogo e tinham chifres de bronze; semear dentes de dragão no campo arado; vencer o exército de guerreiros totalmente armados que brotaria desses dentes. Adormecer e roubar o Velocino, que era guardado pelo dragão insone.

É nesse ponto que entra Medeia, a filha do Rei Eetes e uma poderosa feiticeira. O deus do amor, Eros, a pedido de Hera (protetora de Jasão), fez com que Medeia se apaixonasse perdidamente por Jasão. Traindo seu próprio pai, Medeia usou suas poções e magias para ajudar o herói a completar as tarefas e, finalmente, para adormecer o temível dragão guardião, permitindo que Jasão tomasse posse do Velocino de Ouro.

O Velocino, portanto, não é apenas um item mitológico; ele representa a coragem de Jasão, o sacrifício de Frixo e a traição e a paixão de Medeia, sendo o ponto central de uma narrativa atemporal sobre heroísmo e destino.